Organizações firmam pacto pela restauração florestal na Amazônia


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A Aliança pela Restauração na Amazônia será lançada na próxima segunda-feira (30), em Belém, e reunirá ONGs, empresas, academia, governo e sociedade civil a fim de somar forças para ampliar a restauração florestal na região. A Embrapa Amazônia Oriental é um dos membros fundadores da Aliança, que deve estabelecer uma plataforma de cooperação técnica e institucional para ações e políticas em prol da região.

Entre os objetivos do pacto estão a integração de ações para a ampliação da escala e da eficiência da restauração florestal; a geração, sistematização e difusão de conhecimentos e informações sobre restauração florestal, silvicultura tropical e sistemas agroflorestais; a contribuição para formulação e implementação de políticas públicas que favoreçam a restauração florestal; e outros.

A restauração ou recuperação florestal constitui hoje um dos temas prioritários na agenda de P&D da Embrapa. Há diversos projetos em desenvolvimento sobre tema na programação da Empresa e as ações vêm buscando, por exemplo, as melhores estratégias de recuperação, compilando informações de espécies vegetais a serem recomendadas ou subsidiando ações para governança da restauração. O chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Adriano Venturieri, vai assinar o termo de adesão à iniciativa durante o lançamento.

Ganho de escala

Para a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, a Aliança é fundada em um momento único em termos de conservação da Amazônia. Vários instrumentos legais começaram a ser implementados a partir do Código Florestal, que foi revisado em 2012. Entre eles, ela cita o Programa de Regularização Ambiental, por meio do qual cada proprietário de terra deverá resolver os eventuais passivos ambientais registrados na sua propriedade rural.

“Há uma proporção imensa de passivos ambientais a regularizar e a restauração florestal é a principal forma de entrar em conformidade com a lei. Entretanto, muitos gargalos ainda existem para viabilizar as ações. A restauração precisa ganhar escala e os grandes esforços para que ela aconteça devem resultar em retorno para a conservação ambiental”, afirma a pesquisadora. Daí a importância de reunir atores de diferentes segmentos e com diferentes expertises para unir forças e somar conhecimentos para gerar e difundir conhecimentos e informações sobre restauração florestal.

Rodrigo Medeiros, vice-presidente da Conservação Internacional (CI) Brasil, ressalta que “o compromisso assumido pelo Brasil no Acordo de Paris, de restaurar 12 milhões de hectares em todo o país, sendo cerca de 5 milhões somente na Amazônia, ilustra o tamanho do desafio que teremos pela frente. Nessa escala, somente uma articulação ampla de vários setores da sociedade brasileira, incluindo o setor privado, é capaz de criar um ambiente concretamente capaz de promover essa transformação”.

Os membros fundadores da Aliança são: Conservação Internacional (CI-Brasil), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Instituto Socioambiental (ISA); World Resources Institute (WRI); Embrapa; Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON); Amazônia Live/Rock in Rio; AMATA; e Fazenda Brasil.

São parceiros também o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Saiba mais sobre a Aliança pela Restauração na Amazônia, clicando aqui.

postado originalmente em revista amazonia.com.br

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