Urgente! Alerta aos pais: 40 mil crianças desaparecem todos os anos no país


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foto do site www.desaprecidosdobrasil.org.br

No último mês, um boato sobre um casal de supostos sequestradores de crianças aterrorizou os pais moradores da cidade de São Paulo. Nas redes sociais e em mensagens no WhatsApp, pessoas “avisavam” que crianças estavam sendo sequestradas para venda de órgãos.  O desespero foi tão grande, que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo reuniu a imprensa para desmentir o fato.

 

O fato de esse caso ser boato não significa, no entanto, que os pais podem ficar tranquilos: todos os anos, milhares de crianças e adolescentes desaparece. “A Secretaria de Segurança Pública desmentiu o boato, mas temos que tomar cuidado com as crianças, principalmente nesta época do ano. São 40 mil crianças que somem todos os anos no Brasil”, explica Ivanise Esperidião, presidente da ONG Mães da Sé, que procura e dá apoio a famílias de crianças desaparecidas.

Agora em 2016, o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid), dos ministérios públicos de São Paulo e Rio de Janeiro, fez uma pesquisa inédita na qual constatou que, a cada dez pessoas desaparecidas no Estado de São Paulo nos últimos três anos, quatro são crianças ou adolescentes. Ao todo, são 4.012 menores de 18 anos que não voltaram para casa neste período e que em sua maioria são moradores de regiões pobres da Grande São Paulo. O Plid é o principal banco de dados do país sobre desparecidos.

No total, desde 2013, há 9.552 casos que continuam como não localizados. Somando os já solucionados no período, foram 17.939 desaparecimentos.

Os distritos policiais com mais ocorrências na região metropolitana de São Paulo são o de Francisco Morato e os de São Paulo (Jaçanã e Vila Penteado), ambos na zona norte. Em seguida, vêm delegacias dos extremos leste e sul.

A venda de órgãos  que aterrorizou os moradores de São Paulo está entre os verdadeiros motivos do desaparecimento das crianças. Além da violência urbana e o tráfico de seres humanos, seja para exploração sexual ou para o trabalho escravo.

Ivanise, que teve sua filha desaparecida em 1995, faltando dois dias para o Natal, faz um desabafo aos pais: “Tomem cuidado com seus filhos! Não desejo para ninguém essa dor que eu tenho há 21 anos”.

Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid) 

Via Observatório do 3º Setor

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