Atlas da Cultura irá reunir dados econômicos do setor no Brasil


De que forma a produção cultural impacta na economia nacional? Qual das riquezas produzidas no País ela representa? Onde estão localizados esses produtores e o que eles fazem? Responder a perguntas como essas – a partir de dados nacionais, estaduais e municipais – e ainda comparar resultados com os de outros países é a finalidade do Atlas Econômico da Cultura Brasileira. Para discutir e definir as bases para a construção desse documento, o Ministério da Cultura (MinC) ofereceu um workshop em Brasília, nesta segunda (28) e terça-feira (29).

Realizado pela Secretaria de Economia da Cultura do MinC, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por meio do Grupo de Trabalho em Economia Criativa, Cultura e Políticas Públicas do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (Cegov), o evento contou com a participação de professores universitários, pesquisadores e especialistas de instituições como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), órgãos vinculados ao MinC como o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), além de funcionários de outras secretarias do ministério e da sociedade civil, dos setores da área de música, audiovisual e games.

O atlas será composto por quatro eixos temáticos: economia da cultura; mercado de trabalho; políticas públicas de fomento à cultura; e comércio exterior de bens e serviços da economia da cultura. Com quatro volumes, o documento será lançado eixo por eixo.

“A ideia é lançar em quatro volumes. O primeiro será até abril do ano que vem. O segundo, até meados de 2017. O terceiro, até o final de 2017, e o quarto, logo no início de 2018. O ideal é que, no Micsul 2018, que será sediado no Brasil, nós já tenhamos o atlas completo com quatro volumes e uma plataforma digital também, que será sempre atualizada automaticamente para que todo o setor possa ter acesso às informações da cultura”, afirmou o secretário de Economia da Cultura do MinC, Claudio Lins de Vasconcelos. A previsão é que a quarta edição do Mercado de Indústrias Culturais do Sul (Micsul) seja realizado em abril de 2018. Esse é principal encontro da América do Sul voltado à mercados culturais e criativos da região, destinado a micro e pequenos empreendedores.

“Demos um primeiro passo muito importante e eu acredito que o atlas de economia da cultura é um projeto de Estado. O Estado brasileiro precisa criar condições de aprimorar sua política pública fazendo-o com boa informação, com bons resultados e com capacidade de enxergar nossas reais potencialidades, oportunidades e também nossos gargalos”, defendeu o economista e especialista em economia criativa Leandro Valiati, pesquisador do Cegov.

“O atlas é uma ferramenta que serve ao Estado brasileiro e, portanto, todo o setor cultural, sejam os pensadores, professores, realizadores, artistas, gestores públicos, precisam estar engajados nesse projeto. E acredito que estão, pelo que se percebeu neste workshop”, completou Valiati.

Cadeias produtivas

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“Demos um primeiro passo muito importante e eu acredito que o atlas de economia da cultura é um projeto de Estado”, Leandro Valiati, pesquisador do Cegov (Foto: Acácio Pinheiro / Ascom MinC)

Dentro das cadeias criativas a serem pesquisadas estão: Arquitetura; Artes; Audiovisual; Design; Editoração; Entretenimento; Formação; Gestão; Música e Patrimônio – dentro de cada área, serão incluídos subgrupos. Essas cadeias já haviam sido definidas por Grupo Executivo formado por integrantes do Ministério da Cultura e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o coordenador-geral de Pesquisa e Novos Modelos do MinC, Geraldo Horta, outras atividades poderão ser incluídas na pesquisa, em especial, em estudos qualitativos – a exemplo da gastronomia, da publicidade e de festas e festivais culturais realizados País afora.

“O primeiro passo do atlas é, de fato, consolidar as informações existentes em um documento unificado, reunindo os dados que já existem. Organizá-los e fazê-los dialogarem”, destacou Valiati.

“Com essas informações, não apenas os gestores públicos poderão planejar melhorar as suas políticas, como também os atores produtivos poderão planejar melhor os seus investimentos. Este é um trabalho contínuo, complexo, estruturante e muito importante para o desenvolvimento do setor cultural brasileiro no médio e longo prazo”, resumiu o secretário Claudio Lins de Vasconcelos.

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