OIT lança prêmio global para reportagens sobre trabalho e migração


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Equanto em 2010 havia 25,1 milhões de trabalhadores migrantes na América do Norte, em 2015 esse número subiu para 37 milhões. Foto X. Fonseca/CIMMYT

 

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou uma competição global para reconhecer a cobertura da imprensa sobre questões relacionadas a trabalho e migração. As inscrições devem ser feitas até 31 de outubro pelo site da organização.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou uma competição global para cobertura da imprensa sobre trabalho e migração.

O objetivo é reconhecer reportagens sobre o tema, encorajando jornalistas a produzir matérias escritas ou em vídeo que, sem ignorar os aspectos negativos (isto é, casos de exploração e violação aos direitos humanos e trabalhistas), também foquem nos resultados positivos da migração para o trabalho, como a contribuição desses trabalhadores para seus países de origem, trânsito e destino.

A competição “Quebrando Estereótipos da Migração de Trabalho” é organizada pela OIT em colaboração com a Confederação Internacional de Comércio, a Organização Internacional dos Empregadores, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Federação Internacional de Jornalistas, o jornal eletrônico Equal Times, as organizações Solidarity Center, Human Rights Watch e o Fórum de Migrantes da Ásia.

O concurso, iniciado em setembro, será encerrado em 31 de outubro. Jornalistas profissionais são convidados a submeter seus trabalhos de acordo com uma das seguintes categorias: reportagens escritas (online ou impressas) ou vídeos/multimídia.

As reportagens escritas não podem exceder 2 mil palavras e os vídeos/multimídia não podem ter mais de 5 minutos. As matérias devem ter sido publicadas entre 1º de janeiro de 2015 e 31 de outubro de 2016 para se qualificar à disputa.

Os projetos devem cobrir questões relacionadas ao trabalho e à migração. Refugiados e deslocados, que atuam como trabalhadores fora de seus países de origem, são considerados trabalhadores migrantes. Assim, reportagens que tratarem de trabalhadores migrantes internacionais e refugiados (que participem dos mercados de trabalho fora de seus países de origem) serão aceitas.

Prêmios

Dois trabalhos serão selecionados em cada categoria; cada vencedor receberá um prêmio de 1 mil dólares. As reportagens vencedoras serão publicadas no site da OIT e promovidas amplamente como exemplo de bom jornalismo.

Requisitos

Para entrar na competição, os candidatos devem preencher formulário até 31 de outubro às 23h59 (19h59 de Brasília). São aceitas candidaturas em três línguas: inglês, francês e espanhol. Reportagens em outras línguas serão aceitas caso o candidato apresente tradução em uma das três línguas mencionadas. Os vencedores serão anunciados oficialmente em 18 de dezembro, Dia Internacional dos Migrantes. Caso haja dúvidas, a OIT pode solucioná-las por meio do e-mail Labour-Migration-Media-Competition@ilo.org.

Critérios de julgamento

Um painel de cinco jurados irá avaliar os dez melhores trabalhos das duas categorias: reportagens escritas e vídeos/multimídia. A organização encoraja trabalhos equilibrados que cubram diferentes aspectos da migração de trabalho e reflitam visões das várias partes envolvidas: trabalhadores migrantes, empregadores, governos e sindicatos. Além de garantir que todas as reportagens sejam alinhadas à ética jornalística, todas as candidaturas serão julgadas com base no seguinte critério:

Criatividade:

Contribui para um melhor entendimento da migração para propósitos de emprego, e de migrantes e refugiados atuando no mercado de trabalho; retrata uma opinião equilibrada refletindo as visões de vários atores (trabalhadores migrantes, governos, empregadores e sindicatos); apresenta soluções criativas para garantir a proteção trabalhista e superar os desafios do mercado de trabalho (se possível, comparando a situação antes e depois da introdução de novas legislações, novas políticas migratórias, acordos bilaterais etc); ajuda a combater estereótipos, xenofobia ou discriminação nos mercados de trabalho; aborda novas perspectivas de migração trabalhista (por exemplo, o recrutamento justo).

Precisão:

Reúne material usando fontes em primeira mão; inclui tradução em inglês, francês ou espanhol que seja fiel ao original, caso partes do trabalho estejam em outras línguas.

Proteção:

Protege grupos vulneráveis, fontes e outros componentes sensíveis da reportagem sem fornecer informação desnecessária que possa colocá-los em risco (incluindo identidades visuais, nomes, localizações etc); use terminologia baseada em direitos.

Clique aqui para fazer a inscrição

via ONU Brasil

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