Projeto Pesca Sustentável inicia capacitação de jovens no Norte e Nordeste


O projeto Pesca Sustentável na Costa Amazônica — desenvolvido no litoral dos estados do Pará, Amapá e Maranhão e fruto de uma colaboração entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil e o Fundo Vale — visa a melhorar a renda e a qualidade de vida dos pescadores e a garantir que a cadeia produtiva seja econômica e ambientalmente sustentável.

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Pesca artesanal é fonte de subsistência de quase 1 milão de famílias brasileiras. Foto: Governo Federal

 

A pesca artesanal é fonte de subsistência de quase 1 milhão de famílias brasileiras. No entanto, ela é marcada por fortes distorções, sendo a principal delas o fato de os recursos pesqueiros serem vendidos pelos pescadores a preços irrisórios, que não correspondem ao valor vendido ao consumidor final.

Nesse sentido, o projeto Pesca Sustentável na Costa Amazônica— desenvolvido no litoral dos estados do Pará, Amapá e Maranhão e fruto de uma colaboração entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil e o Fundo Vale — visa a melhorar a renda e a qualidade de vida dos pescadores e a garantir que a cadeia produtiva seja econômica e ambientalmente sustentável.

Para isso, uma das diversas ações do programa é a capacitação de pescadores e futuros pescadores da região. Este mês, o projeto inicia o ciclo de oficinas “Jovens Protagonistas na Sustentabilidade”, que será realizado graças a diversas parcerias locais. O curso acontece nos três estados de abrangência do projeto e irá capacitar cerca de 240 jovens de 14 a 29 anos.

Eles se tornarão multiplicadores do conhecimento em suas comunidades. A ideia é que, por meio de abordagens participativas e construções coletivas, os jovens desenvolvam conhecimentos, habilidades e atitudes sobre sustentabilidade, cadeia produtiva, liderança, história da comunidade pesqueira na região, formação política, capacidade de mobilização e protagonismo.

Outro ponto a ser tratado no ciclo de oficinas é a evasão das novas gerações da região.  A partida dos jovens de suas comunidades para espaços urbanos é uma situação real na Costa Amazônica e que se torna um desafio tanto para a sustentabilidade das cadeias produtivas da pesca artesanal quanto para a cultura local.

Serão mostradas, nas capacitações, tanto as possibilidades que a pesca estruturada poderá trazer para os potenciais futuros pescadores, quanto os desafios que eles podem encontrar na vida urbana.

“Queremos que esses jovens façam escolhas conscientes, mostrando que é possível um futuro diferente se eles souberem ser protagonistas de suas vidas e entenderem como podem se beneficiar de forma sustentável da cadeia produtiva dos recursos pesqueiros locais”, disse o coordenador de ciências naturais da UNESCO no Brasil, Ary Mergulhão.

A ideia é que as oficinas sejam uma formação continuada com vários módulos. Até o fim de 2016, os jovens devem participar de três módulos-piloto. No Maranhão, o primeiro módulo aconteceu no início de agosto (6 e 7), no Sindicato de Pescadores da cidade Icatu, e reuniu jovens de comunidades tanto da própria cidade, como de Carutapera e Cururupu. No Amapá, o primeiro módulo acontecerá de 18 a 20 de agosto em Mazagão Velho.

Em data ainda a ser definida, será realizada no Pará uma oficina de apresentação da metodologia e mobilização nos municípios de Curralinho e Bragança e, no final do ano, haverá um encontro visando ao trabalho de conscientização política e de sustentabilidade reunindo jovens de Soure e São João da Ponta.

“Este projeto está abrindo as portas para esses jovens, nos dando essa formação de como nos comprometermos com a nossa própria realidade”, disse Hélio Ferreira Souza, de 24 anos, da comunidade de Peru no município de Cururupu, que participou do curso.

O coordenador do ciclo de oficinas, Leonardo Rodrigues, explicou que “ao receberem informações de variados temas que não estão normalmente presentes no cotidiano e nem em seu ambiente escolar, esses jovens recebem possibilidades de adquirir diferentes visões de mundo, que vão construindo com uma amplitude bem maior do que lhes é apresentado no seu dia a dia”.

“Ao se colocar ao jovem esse conjunto de possibilidades e visões de mundo, podemos oferecer a ele uma capacidade de escolha com maior discernimento e reflexão sobre os caminhos que ele seguirá para o seu futuro”, completou.

No Maranhão, o segundo módulo do curso será realizado de 7 a 9 de outubro na comunidade de Peru, no município de Cururupu. Enquanto no Amapá, o segundo módulo do curso acontece de 13 a 15 de outubro, também em Mazagão Velho. O terceiro módulo será realizado em novembro, em dias ainda a serem definidos, no Maranhão em Carutapera e no Amapá novamente em Mazagão Velho.

via: ONU Brasil

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