ONU lança curso online obrigatório para combater exploração e abuso sexual


De acordo com subsecretário-geral da ONU para Apoio de Campo, Atul Khare, o programa, que recebeu financiamento do governo do Japão para ser desenvolvido, é parte do esforço mais amplo da ONU de implementar uma série de medidas disciplinares e preventivas, inclusive contra má conduta praticada por funcionários das Nações Unidas.

Em outra frente, a Índia foi o primeiro país a contribuir financeiramente com o fundo de apoio às vítimas de exploração e abuso sexual.

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Capacetes azuis e uniformes dos representantes das forças de paz da ONU. Foto: ONU/Marco Dormino

 

O departamento das Nações Unidas destinado a dar apoio logístico a missões de campo anunciou neste mês (22) o lançamento de um novo curso online obrigatório para todos os funcionários da Organização.

O objetivo do curso é aperfeiçoar a formação do pessoal em relação às normas de conduta, com foco especial no combate à exploração e ao abuso sexual.

De acordo com subsecretário-geral da ONU para Apoio de Campo, Atul Khare, o programa, que recebeu financiamento do governo do Japão para ser desenvolvido, é parte do esforço mais amplo da ONU de implementar uma série de medidas disciplinares e preventivas, inclusive contra má conduta praticada por funcionários das Nações Unidas.

Atualmente, o curso está sendo administrado na sede da ONU pela equipe de missão de paz. O lançamento para todas as missões das Nações Unidas, bem como para todo o pessoal de apoio à manutenção da paz, será concluído até o final de 2016. O pessoal do Secretariado terá acesso ao programa no início de 2017.

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O departamento também anunciou que o governo da Índia forneceu também na passada 100 mil dólares para o fundo de apoio às vítimas de exploração e abuso sexual – a primeira contribuição recebida pelo Secretariado desde a criação do fundo, em março de 2016.

A Noruega e o Chipre também prometeram oferecer mais recursos, bem como os Estados-membros da ONU aprovaram a transferência de pagamentos ao fundo, que são retidos em casos de exploração e abuso sexual por parte do pessoal civil, militar e policial.

Política de tolerância zero da ONU foi intensificada

A ONU possui uma política de tolerância zero que busca investigar, levar as investigações à frente e divulgar amplamente todas as denúncias – mesmo as que ocorreram fora das forças de paz da ONU e as que não forem confirmadas.

A Organização possui atualmente pouco mais de 125 mil pessoas provenientes de mais de 120 países atuando em 16 missões de paz. Todas são regidas pela política de tolerância zero.

Em 2015, foram 99 casos investigados –- no universo de 125 mil pessoas –, com alguns deles sendo inocentados posteriormente.

A ONU treina e tem a expectativa de que todos os integrantes das forças da paz, bem como todos os seus funcionários, tenham os mais altos padrões de comportamento, atuando de uma maneira profissional e disciplinada em todos os momentos.

Funcionários da ONU devem respeitar as leis locais, seus costumes e práticas; tratar os habitantes do país anfitrião com respeito, cortesia e consideração; e agir com imparcialidade, integridade e tato.

Em resposta às alegações de má conduta envolvendo integrantes das forças de paz, a ONU e seus Estados-membros asseguram que todas as alegações credíveis sejam investigadas, sendo tomadas medidas adequadas quando denúncias são fundamentadas. A responsabilidade primária é dos países-membros, com participação ativa da Unidade de Conduta e Disciplina da ONU.

via ONU Brasil

 

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