Agências da ONU e parceiros lançam Aliança Mundial para acabar com a violência infantil


Estudos indicam que até 1 bilhão de crianças foram vítimas de violência física, sexual ou psicológica em 2015. Uma em cada quatro crianças sofre maus tratos físicos e quase um quinto de todas as meninas já sofreu abuso sexual pelo menos uma vez em sua vida.

Iniciativa da OMS, UNICEF, UNODC, Banco Mundial e parceiros vai combater violações com iniciativas que incluem questões de infância e gênero, apoio para jovens delinquentes, educação e vulnerabilidades em situações de conflito.

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N aíndia, iniciativa vau promove discussão sobre papéis de gênero na sociedade. Foto: UNESCO/ GMT Akash

Agências da ONU e parceiros anunciaram na terça-feira (12) o lançamento de uma nova Aliança Mundial para pôr fim à violência contra crianças. A iniciativa vai combater violações dos direitos de meninos e meninas em sete frentes distintas, que incluem questões de infância e gênero, apoio para jovens delinquentes, educação e vulnerabilidades em situações de conflito.

Estudos recentes publicados no periódico científico Pediatrics estimam que até 1 bilhão de crianças foram vítimas de violência física, sexual ou psicológica no ano passado.

De acordo com a pesquisa, atualmente, uma em cada quatro crianças sofre maus tratos físicos e quase um quinto de todas as meninas já sofreu abuso sexual pelo menos uma vez em sua vida. Entre os adolescentes, o homicídio aparece entre as cinco principais causas de morte.

Outro levantamento — elaborado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) — aponta que a violência na infância pode agravar problemas de saúde mental e reprodutiva e taxas de suicídio e de infecção por HIV ao longo do crescimento das crianças.

Em 12 países da América Latina e Caribe onde o centro de pesquisa realizou entrevistas, a porcentagem de mulheres vítimas de violência provocada por seus companheiros em idade adulta revelou-se significativamente mais alta entre as que já haviam sofrido violações durante a infância.

“Para acabar com a violência contra as crianças, devemos começar reconhecendo elas são indivíduos com direitos e criar as condições necessárias para prevenir qualquer ator de violência contra elas”, destacou a assessora regional da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) — uma das parceiras da Aliança Mundial —, Alessandra Guedes.

“As crianças que vivem sem violência não apenas são adultos mais saudáveis, como também apresentam menos probabilidade de que, eles mesmos, quando adultos, possam perpetuar o ciclo de violência, o que faz com que seus filhos tenham melhores resultados em matéria de saúde.”

Parceria terá ações em diversas áreas

O cenário crítico levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) — e seu braço regional, a OPAS —, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o Banco Mundial, a Agência para Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID) e outras iniciativas a se unirem pelo fim da violência infantil.

A parceria global prevê programas voltados para o fortalecimento de leis que protegem adolescentes e crianças, como medidas que limitam o acesso de jovens a armas de fogo na África do Sul e normas que tipicam como delito formas violentas de castigo adotadas por parentes em muitos países europeus.

Também estão incluídas estratégias para transformas crenças e comportamentos sobre os papeis de gênero que rapazes e garotas são forçados a desempenhar na Índia, em Uganda e nos Estados Unidos.

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Crianças deslocadas internamente, vítimas do conflito na Colômbia. Foto: ONU / Mark Garten

No Afeganistão e na Costa do Marfim, iniciativas semelhantes serão implementadas tendo em vista também a relação das disparidades entre homens e mulheres com a distribuição dos recursos financeiros.

Outro ponto contemplado pela nova Aliança Mundial é a necessidade de melhorar os espaços e moradias de zonas consideradas “críticas”, habitadas jovens e crianças da Colômbia, do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Na nação norte-americana e também no Quênia, na Libéria, em Mianmar e na Tailândia, a cooperação entre os organismos internacionais buscará ainda implementar programas de capacitação sobre criação dos filhos.

Na China, na Croácia e também na África do Sul, a Aliança Mundial prevê outros projetos para tornar os ambientes escolares mais seguros e aprimorar as habilidades dos jovens. Já na Europa e nos Estados Unidos, serão desenvolvidas iniciativas de apoio a delinquentes juvenis.

Fundo vai financiar projetos

A parceria entre os organismos internacionais conta também com um fundo que vai prestar apoio finacneiro a projetos envolvidos no combate à violência infantil. Inicialmente, serão privilegiados programas de prevenção da violência on-line, em especial da exploração sexual em rede, e outros projetos voltados para crianças em situação de conflito e crise humanitária.

fonte ONU Brasil

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