Governo e ONU premiam iniciativas de manejo sustentável da terra que combatem desertificação no Brasil


Premiação internacional reconheceu 22 indivíduos, empresas e organizações governamentais brasileiros que estão envolvidos na promoção do uso adequado de recursos naturais em regiões suscetíveis ao esgotamento dos solos, como a caatinga.

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Na caatinga sergipana, PNUD desenvolve projetos para capacitar a população e promover manejo sustentável da terra e dos recursos naturais. Foto PNUD Brasil/Tiago Zenero

 

Em Brasília, na última sexta-feira (17) – Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca –, 22 indivíduos, empresas e organizações governamentais envolvidos em iniciativas de manejo sustentável da terras receberam das Nações Unidas e do Ministério brasileiro do Meio Ambiente (MMA) a premiação internacional “Dryland Champions”.

A iniciativa reconhece projetos que buscam melhorar a qualidade de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela seca e pela desertificação – problema que atinge 42% das terras do planeta e 35% da população mundial. A edição de 2016 do prêmio homenageou projetos que contribuem para o uso sustentável dos solos em áreas vulneráveis ao fenômeno no Brasil.

Morador do assentamento Walmir Mota, em Canindé, no interior de Sergipe, Jacinto Alves Cordeiro foi um dos premiados. “Eu tenho certeza que, através disso aqui, muitos projetos vão ser levados agora para a caatinga, para melhorar a nossa vida lá”, disse.

Na região onde Jacinto reside, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a pasta do Meio Ambiente atuam em conjunto para combater a desertificação com o uso sustentável dos recursos naturais do semiárido. As iniciativas são financiadas com recursos do Fundo Ambiental Global (GEF).

Ao contrário do que o nome pode sugerir, a desertificação não é a expansão natural de desertos existentes e não está vinculada necessariamente a biomas desérticos. O fenômeno envolve, na verdade, a degradação do solo — por atividades humanas como agricultura não sustentável, mineração, uso excessivo da terra para pastagem e corte raso de porções do território — em regiões áridas, semiáridas ou sub-úmidas e secas.

A premiação — promovida pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) em parceria com o MMA — reconheceu também os fotógrafos João Vital e Bárbara Mafra, por seus trabalhos que retratam a vida na caatinga.

“Há uma área muito grande suscetível à desertificação no Nordeste brasileiro. Além da desertificação por meio da chuva, também pode-se tê-la pelo mau uso do solo”, explicou a oficial de programas da Unidade de Desenvolvimento Sustentável do PNUD, Rose Diegues.

“Traçar estratégias como o manejo sustentável da caatinga é um dos melhores modos de tratar a desertificação”, pontuou o secretário-executivo da Comissão Nacional de Combate à Desertificação da pasta do Meio Ambiente, Francisco Campello. A cerimônia de premiação da última sexta-feira foi realizada pelo MMA em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF).

Via: ONU Brasil

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