Olmo e a Gaivota, um mergulho no universo feminino


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“OLMO E A GAIVOTA é um filme impressionante de duas cineastas e dois atores excepcionalmente talentosos. Explorando o limite entre ficção e realidade o filme cria uma narrativa visual arrebatadora. A obra captura o que é estar grávida como jamais vi no cinema: não sentimental, realça o mistério, os medos, o humor e as delícias desse momento de profunda transformação.” TIM ROBBINS, diretor de Dead Man Walking (Os últimos passos de um homem) e vencedor do oscar por Mystic River (Sobre Meninos e Lobos)

Uma travessia pelo labirinto da mente de uma mulher, OLMO E A GAIVOTA conta a história de Olivia, atriz que se prepara para encenar A Gaivota, de Tchekov. Quando o espetáculo começa a tomar forma, Olivia e seu companheiro Serge, que se conheceram no Théâtre du Soleil, descobrem que ela está grávida.

Os meses de gravidez se desdobram como um rito de passagem, que forçam a atriz a confrontar seus medos mais obscuros. O desejo de Olivia por liberdade e sucesso profissional bate de frente com os limites impostos pelo seu próprio corpo. Ela se olha no espelho e vê as duas personagens femininas de A Gaivota – Arkadina, atriz que está envelhecendo, e Nina, atriz que se perde na loucura – como inquietantes reflexos de si mesma.

O filme tem uma nova virada quando o que parece ser encenação revela-se como a própria vida. Ou seria o inverso? Esta investigação do processo criativo nos convida a questionar o que é real, o que é imaginado e o que sacrificamos e celebramos em nossas vidas.

still-6Foi o interesse comum em discutir o universo feminino, que levou as diretoras Petra Costa e Lea Glob a pensar um roteiro que mostrasse “um dia” do cotidiano de uma mulher, mas foi a intensa e inesperada experiência da gravidez de Olivia, vista por um olhar feminino, que transformou “um dia” em “muitos meses”. Que levou a enxergar à outra/outro/outros e questionar a si próprias, à condição feminina, aos papéis masculinos e femininos, às transformações e aos limites do próprio corpo. Olivia Corsini e Serge Nicolaï, atores, companheiros de trabalho e de vida, permitem que se olhe mais de perto esse intenso, único, íntimo e pleno momento, mesclando cenas reais e ficção, num registro raro e magistral que nos permitimos ver através das lentes de Petra e Lea . Ao receber a premiação de Melhor Documentário no Festival do Rio, Petra nos brinda com um discurso em que fala de seu desejo de um momento em que a mulher tenha plena autonomia sobre seu corpo,  e de que nenhuma mulher sofra com manifestações do machismo verbal ou físico. E em Locarno, onde Olmo e a Gaivota recebeu o prêmio  do Júri Jovem, ela completa: “E que possamos ter mais e mais filmes feitos sobre mulheres. Obrigada.” É um anseio coletivo, Petra.

O filme estará em exibição nos cinemas a partir de 5 de novembro, confira AQUI a programação e muitas outras informações.

Trailer oficial:

Nota do site:

Este site  reafirma seu apoio a todas as lutas por direitos, empoderamento e autonomia feminina. E entende que a arte, em especial o audiovisual, é elemento essencial no estabelecimento desse debate, tão salutar quanto necessário no momento atual. 

“Meu Corpo, Minhas Regras”

 Um grupo de atores se uniu à campanha intitulada “Meu Corpo, Minhas Regras”, que se posiciona a favor da escolha da mulher sobre o aborto. Bruna Linzmeyer, Barbara Paz, Julia Lemmertz, Nanda Costa, Alexandre Borges, Johnny Massaro e outros aparecem caracterizados em um vídeo, publicado nesta terça-feira, falando sobre o tabu da gravidez e a diminuição do papel da mulher na sociedade.

Veja vídeo abaixo:

No final de outubro, a Câmara aprovou o projeto de lei (PL 5.069/13), que modifica a Lei de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual. A proposta de Cunha não altera situações em que o aborto já é previsto em lei — em casos de estupro, feto anencéfalo ou risco à vida da gestante — mas cria barreiras para a realização do mesmo. Entre outros retrocessos, criminaliza métodos abortivos, incluindo a pílula do dia seguinte, considerada atualmente como uma contravenção.

O texto foi proposto pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e prevê penalidades para quem induz, instiga ou auxilia um aborto. Na prática, até mesmo profissionais de saúde que derem informações sobre como proceder em caso de aborto serão passíveis de punição de até cinco anos.

De acordo com o texto, a vítima deverá passar por um exame de corpo de delito para comprovar a violência sexual antes de receber atendimento no sistema público de saúde. Atualmente, somente a palavra da mulher em depoimento no serviço de saúde é necessária para comprovação. Em posição contra o exame, muitas vítimas relatam que ele é um “segundo estupro”, feito pelo Estado.

Um dos pontos mais criticados por grupos que militam a favor dos direitos das mulheres é a questão que incide na distribuição das pílulas do dia seguinte, que tem relação direta com a proibição de profissionais de saúde em fornecer informações para vítimas que queiram abortar.

Hoje, uma mulher que sofre um estupro tem direito a uma pílula do dia seguinte em uma tentativa de evitar a fecundação. Essa medida é chamada de profilaxia da gravidez, o que deputados a favor do texto entendem ser um termo que dá a entender a gravidez como doença. Em protesto, milhares de internautas entraram em uma campanha segurando cartazes com os dizeres “Pílula fica, Cunha sai”.(com informações de O DIA, Agência Senado, YOUTUBE)

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