Universidade de Juiz de Fora lança plataforma com catálogo dos documentários nacionais


projeta-logo-peqBatizado de Documentário Brasileiro, o banco de dados idealizado pela pesquisadora Karla Holanda, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foi lançado no começo de setembro com o objetivo de reunir informações sobre toda a produção documental brasileira em uma única plataforma.

A atualização é contínua e ininterrupta, mas o catálogo foi lançado com fichas mais de 4 mil títulos – curtas, médias e longas – de cerca de 2,2 mil diretores e suas obras, com informações como ano de produção, sinopse, duração e links para críticas ou, em alguns casos, para a versão digital das obras.

Muitos documentaristas do começo do século XX ainda são desconhecidos do grande público, e suas obras ficaram restritas aos arquivos da Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Com a iniciativa da Universidade de Juiz de Fora já é possível conhecer as obras de nomes como Antônio Leal, Aníbal Requião, JulioFerrez, Diomedes Gramacho e Humberto Mauro. Mas o acervo também contempla as obras do consagrado Eduardo Coutinho, por exemplo, diretor de Edifício Master (2002); Cabra Marcado Para Morrer (1984) e  Jogo de Cena (2007).

A ideia de desenvolver a plataforma surgiu há quase dez anos, quando Karla, hoje professora do curso de Cinema da UFJF, ainda morava em São Paulo e preparava sua dissertação de mestrado sobre a produção de documentários no Nordeste, mas só em 2013 foi criado o grupo de pesquisa Documentário e Fronteira, de onde seriam selecionados os primeiros alunos-bolsistas para trabalhar no inventário do material.

Ao longo de três anos foram investidos cerca de R$ 33 mil, através de oito bolsas de estudo, no valor de R$ 340, pagas pela UFJF e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) durante de 12 meses.

“Como pesquisadora, eu sentia uma necessidade enorme de ter um banco de dados digitalizado, disponível na internet, onde pudesse pesquisar todo o material de maneira simples”, comenta Karla. Sua ambição foi preencher lacunas importantes, como por exemploa produção feminina no cinema nacional. Pensando nisso, o site foi construído com base em uma ferramenta que também traz a busca por gênero.

A cineasta MirrahIañes aplaude a ideia de democratização das referências documentais. “Além da busca por referências, a maior dificuldade é ter acesso às produções pequenas e antigas. Vejo a Internet como uma plataforma ideal para somar às cinematecas, que têm programação restrita. ”

Mirrah, que foi premiada pelo curta Estátuas Vivas(2013) no festival mexicano Todos Somos Otros como “Melhor filme dirigido por uma mulher” entre outras premiações nacionais, lembra que alguns documentários devem respeitar o tempo de dois anos antes de serem lançados na Internet, por conta da participação em Festivais. “Mas obras de cunho-social, e a linguagem documental explora bastante isso, deveriam ser colocadas online assim que finalizadas, assim cumprem seu senso de urgência”.

Os usuários podem contribuir com a alimentação da plataforma, através da aba Submissões, onde é possível sugerir a inclusão de filmes próprios ou mesmo indicar outros, de terceiros, que ainda não constem na relação. Depois de submetidos, os filmes passam por uma checagem e padronização criteriosa da equipe antes de serem acrescentados ao banco de dados.

O resultado pode ser visto em www.documentariobrasileiro.org.

via Tela Brasil

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