“Ester Marques e o seu processo de “seleção natural” ,ou ,”A SECMA é minha e faço o que eu quiser !”


O relato ABAIXO, postado em rede social pelo músico Chiquinho  França, descreve  um episódio que ilustra bem a inabilidade democrática da Secretária de Cultura, Ester Marques, no trato com os artistas e produtores locais. Diante de tudo que foi exposto no final desse artigo, observamos que   mais uma vez Ester Marques,  com seus destempero típico de quem comanda um Feudo, trata de forma autoritária e prepotente artistas que vão em busca de apoio para seus projetos. Apoiada somente na lei de incentivo à cultura para financiar ações que lhe são de interesse através do setor privado, ela tenta a todo custo controlar o mercado para garantir visibilidade para sua gestão, Gestão essa tão inoperante, não passando de produtora de eventos. Agora Ester utiliza de sua posição como gestora e ex- militante, para dividir artistas em  posições ideológicas como se ela mesmo não tivesse, antes de assumir a Secretária de Cultura, uma posição política definida de apoio ao grupo Sarney.

Ester procura separar os artistas, numa espécie de jogo   onde só estão em campo os seus selecionados ou escolhidos.  Indo contra o que é pregado pelo próprio Governador e pelo lema que o elegeu, A secretária de Cultura parece ser seletiva diante daqueles que considera seus aliados e daqueles que ela considera simpáticos ao Governo e aos gestores que a antecederam. Para quem não sabe uma das primeiras intempéries causada pelo caráter genioso da gestora está no episódio que intitularam de Salomé ,quando a governadora Roseana Sarney ligou a seu pedido, durante a Conferência Nacional de Cultura, para o Ministro da Cultura, pedindo a cabeça do então coordenador executivo da Conferência e assessor do Ministério, Joãozinho Ribeiro. O caso foi testemunhado por membros da delegação maranhense que estava em Brasília e confirmado pelo próprio Ribeiro.  Ester Marques, ao afirmar que quem aprova os projetos pela Lei de Incentivo é ela,  torna-se uma ditadora, pois vai contra a lei DECRETO Nº 27.731 DE 18 DE OUTUBRO DE 2011 que regulamenta a Lei LEI Nº 9.437 DE 15 DE AGOSTO DE 2011 que concede incentivo a projetos Culturais.

Os projetos culturais não podem ser avaliados por critérios políticos, esse comportamento é anticonstitucional e vai contra as conquistas  que nós conhecemos como políticas públicas de cultura . Nós queremos uma democracia vigorosa, ampla e profunda no país. Que contemple a igualdade de oportunidades para todos e que seja pautada no mais amplo respeito às diferenças e singularidades presentes não apenas na vida material, mas também na experiência sensível.

Ester a todo custo quer o controle de tudo, inclusive das estratégias de investimento do setor privado  no redirecionamento dos investimentos em projetos que ela considera estratégicos, estando ela na cadeira de gestora ela passa a pressionar empresas  e empresários que incentivaram projetos culturais nas gestões anteriores, numa dinâmica de segregação a grupos culturais e artistas  assistidos por Governos antes dela. Ester nada faz de diferente enquanto gestora, pois posiciona o Estado como principal captador de recursos se apropriando de verbas Federais impondo condições –  formas de controle-  para repassar a produtores e agentes culturais, nada diferente do que já se havia feito anteriormente. O Estado é o principal contratante, empresário e Mecenas, principalmente com o surgimento da Lei Estadual de Incentivo à cultura do qual, agora, passa a assumir o controle  de recurso sob forte pressão…

E novamente transcrevo um trecho de um outro artigo meu “Por que a cultura é melhor sem Ester Marques na SECMA”:

a)-  “Ao Governo, cabe a normatização, fiscalização e regulação dos mercados combatendo o abuso de poder econômico , os monopólios e intervindo para reparar as imperfeições ;

b)- Pertence à iniciativa privada a exploração direta da atividade econômica, baseada nos princípios da livre concorrência, defesa do consumidor, defesa do meio ambiente e tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte (art. 170 de Constituição Federal).

 Agora o que dizer quando a imperfeição é criada pelo próprio Estado através de seu órgão fomentador?  O incentivo fiscal à cultura é um mecanismo criado para atrair recursos da iniciativa privada para o apoio a projetos culturais, quando do surgimento da Lei Sarney (Lei nº 7.505, de 2 de julho de 1986)  e essa iniciativa surgiu quando houve uma escassez de recursos por parte do Estado para a cultura, já que o próprio Estado possuía prioridades de investimentos na época. Agora o que se vê  no Maranhão é o próprio Estado assumindo o controle da única linha de financiamento cultural, já que  encontra-se sem recursos,  e estes mesmos recursos sendo utilizados para ações da própria SECMA . Produtores e Agentes Culturais encontram-se à mercê de uma Gestão que de forma antidemocrática segrega, e repito,  segrega politicamente artistas e produtores, como se fosse possível manter a inércia ou o comodismo porque este ou aquele grupo  político encontra-se no poder.

De que adiantaria ter um projeto aprovado pela Lei de Incentivo, e levá-lo à Secretária para que ela autorize essa ou aquela empresa a financiar o projeto?

Ester já chegou ao Governo derrotada, chegou sob indicação partidária após a distribuição das pastas para aliados. Só conheceu o Governador na data da posse. Ester Marques anula  a principal ferramenta que veio com a eleição do Jurista Flávio Dino ao Governo do Estado, A ESPERANÇA. Esperança essa que vai se diluindo  aos poucos, a cada novo atentado à dignidade do Artista.

Precisamos buscar  a educação política, a educação do respeito à pessoa, ao cidadão, ao contribuinte fazedor ou não de cultura  e arte. Nós somos a República, todos nós juntos devemos respeitar a coisa pública. Ester não respeita os valores republicanos básicos, o respeito às leis; o respeito ao bem público, acima do interesse privado; o sentido de responsabilidade no exercício do poder, o dever de prestar contas, e que todos, governantes ou governados, são iguais perante a lei. “A responsabilidade é a essência do regime democrático.” (Maria Victoria Benevides). E principalmente a pessoa/artista que busca ajuda sem olhar a quem.  Ajuda esta denominada direitos advindos da contribuição de  impostos.

Queremos deixar claro que não fazemos oposição a este ou aquele  gestor, mas à forma como vem sendo conduzida a pasta no que diz respeito ao  tratamento dado a alguns artistas, assim como a  forma de violência que vem sendo utilizada pela Gestora ao se relacionar com artistas e produtores que vieram antes dela, de gestões anteriores a ela, as mesmas gestões que a trouxeram até aqui, em parte por merecimento, mas com grande comprometimento do todo, ou seja, das políticas públicas de cultura, que  devem assegurar o direitos de todos .

Agora leia na Integra o Desabafo do músico Chiquinho França:

“A SECRETÁRIA DE CULTURA ESTER MARQUES SE PRECIPITOU E NÃO ENTENDEU A GRANDIOSIDADE DO PROJETO SOM DO MARÁ NO RIO”

Chiquinho françaA professora e educadora Ester Marques hoje secretária de cultura do estado, me tratou muito mal numa reunião que só consegui agendar com ela depois de três meses de muita insistência. Só não desisti por saber dos meus direitos. A secretaria de cultura do estado tem obrigações e deveres com todos os artistas e produtores culturais do estado. Eu, como tantos outros colegas, sou incansavelmente atuante na produção da nossa boa música, cultura e arte. Com apoio ou não, temos trabalhando grandes projetos pessoais e coletivos em prol da nossa música maranhense.

Decepcionado, pensei muito antes de comentar publicamente este assunto, é que fiquei querendo entender se a forma agressiva no qual fui tratado e recepcionado pela secretária na reunião, teria sido apenas pelo fato dela não gostar do meu trabalho musical, ou foi tão somente por, pré potencia e abuso de poder. Até que ouvindo muitos comentários de artistas, produtores, gestores de cultura, imprensa e público em geral, depondo contra as atitudes dela a frente da secretaria de cultura, até fiquei mais calmo. Não é só comigo! é com todos e sem porque.

O motivo da reunião foi para solicitar a parceria do Governo do Estado do Maranhão no projeto mais esperado por todos os artistas maranhenses O Som do Mará no Rio aprovado pelo ministério da cultura através da lei Rouanet o projeto objetiva divulgar e projetar a música do maranhão através de um super show que será apresentado dia 12 de Novembro no espaço cultural FUNDIÇÃO PROGRESSO, uma das maiores casas de show do Rio de Janeiro. 

 O projeto contemplará dez artistas maranhenses; Erasmo Dibell, Betto Pereira, Mano Borges, Carlinhos Veloz, Papete, Cesar Nascimento, Flávia Bittencourt, Phill Veras, Milla Camões e Chiquinho França. Tendo como participação especial Alcione Nazareth que além do show em palco será âncora e atração na divulgação do evento em mídia nacional

O projeto Som do Mará no Rio não se limita tão somente a uma apresentação de um show, porém, objetiva fixar escritório no Rio de Janeiro para dar continuidade aos interesses e trabalhos de divulgação e projeção da música maranhense para o Brasil. Com visão de marketing e empreendedorismo o projeto busca a valorização e inserção da nossa maravilhosa música no mercado fonográfico brasileiro, beneficiando músicos, compositores, interpretes, produtores e demais profissionais do seguimento musical, valorizando desta forma a cultura e o turismo do maranhão.
Além do show apresentado em palco, a produção disponibilizara três camarotes estrategicamente posicionado enfrente ao palco para convidados especiais como: Artistas Nacionais, Produtores, Jornalistas, Gravadoras, Editoras, Teatrólogos, Cineastas, Agencias de Publicidades, Rádios e TVs. Após o show acontecerá uma rodada de negócio entre artistas e produtores visando interesse de perfil de ambos os lados.

O show será gravado ao vivo em CD/DVD e posteriormente encartado na revista Som do Mará que trará catalogado todo o evento apresentado para o público carioca. Este material será distribuído em bancas de revistas do Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão. Bem como abordo das aeronaves TAM e GOL nos trechos Rio/SLZ.
A noticia do evento Som do Mará no Rio com registro em CD/DVD causará naturalmente um impacto positivo no Maranhão gerando excelente repercussão tanto na mídia como na opinião pública, manifestando, portanto, orgulho e reconhecimento à maravilhosa música produzida no Maranhão.

Por onde passamos apresentando este grandioso projeto estamos recebendo apoio. Tanto dos produtores e fornecedores do Rio de Janeiro, como pelos artistas, músicos e imprensa do Maranhão. A superintendência do SEBRAE MARANHÃO em uma reunião com a produção, achou o projeto empreendedor e esta estudando a forma de fazer parceria no acompanhamento da execução do projeto para juntos conseguirmos ascensão no mercado cultural e turístico do Maranhão.

Ansioso para apresentar o projeto à nossa secretária, esperei mais de duais horas na ante sala da secretaria de cultura, quando fui convidado a entrar ela pediu que me sentasse, e sem me olhar ordenou-me que falasse o que queria com ela. Mesmo sem ser contemplado, comecei explanar o assunto entregando o projeto á ela que logo me cortou empurrando as apostilas de volta, olhando nos meus olhos disse que aquilo era um “Projeto de Balcão” que o governo atual não apoiaria projetos de grupinhos de artistas isolados e de cartas marcadas, que enquanto ela estivesse na secretaria todos os projetos teriam que ser transparentes e contemplasse a todos. Adiantou ainda que não iria aprovar nem um projeto na lei de incentivo estadual enquanto as empresas não parassem de insistir em querer escolher erroneamente os projetos e os artistas para patrocinarem, que seria ela que tinha que indicar os bons projetos, não iria sentar com nenhuma empresa e nem um empresário que não quisesse adequar-se nestas normas de transparência.
– Primeiro, acho que as empresas patrocinadoras, que já são poucas, pelo fato de não serem informadas sobre os benefícios que a lei trás pra ambos os lados, Artista/Empresa. A empresa tem todo direito de escolher os projetos e os artistas que tenham o seu perfil de interesse, e não a secretaria ditar qual o projeto deverá ser aprovado. Espero que com esta postura e atitude, ela não afaste as poucas empresas que temos com parceiras da nossa cultura através da lei de incentivo. Isto é ditadura, não condiz com o lema do governo Flávio Dino. “Um governo para todos”.

Quero aqui deixar claro que, estou torcendo pelo atual governo, espero que consiga fazer uma boa e excelente gestão, estarmos inteiramente a disposição para contribuir e aplaudir cada ação progressiva.

– Pedi à ela que me apresentasse um projeto que contemplasse todos os artistas, pois os grandes projetos culturais de governo são: “Carnaval” e “São João”, projetos maravilhosos mas, não chega a beneficiar 10% dos artistas maranhenses, até porque, não a mesmo como empregar tantos bons artistas num só evento, isto sabemos! … O que o governo precisa fazer de melhor é investir e incentivar abertura e valorização de mercado, desta forma sim, poderá contemplar e beneficiar todos os artistas, ajudando na formação de plateia. Isto acontecendo, o público comprara CDs e ingressos para assistirem aos shows maranhenses, assim diminuirá a briga dos artistas na porta da secretaria de cultura pela migalha de um show na época junina e carnavalesca.

Este é o foco e o objetivo do Projeto Som do Mará no Rio, produzir, divulgar e abrir espaço no mercado fonográfico maranhense e brasileiro, para a partir daí, termos um produto valorizado e autossustentável.

Já que não conseguimos êxito de acesso via secretaria de cultura, quero me dirigir diretamente ao nosso governador, Flávio Dino e pedir um acesso para apresentarmos diretamente este projeto de anseio de todos nós artista maranhenses.
Ficaremos grato !!

Chiquinho França
Músico e produtor. Contato: 98 99969 5888 + 98158 0302

som do mará

Da Redação

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There are 4 comments

  1. g2-73cf265ce82b9c31f1c4f12a3bf1dcb0

    Execução do PAC das Cidades Históricas? KKKKK Tem isso, é? KKK Ela que arrumou toda essa confusão. Barraqueira de primeira. A rainha da cocada que chegou toda arrogante e prepotente e acabou só fazendo besteira. Brigou com todo mundo e só sabia defumar a SECMA. Montou sua panelinha, deixou a farra comer solta na secretaria e só favoreceu os mesmos protegidos de sempre. A Donanan caiu do cavalo. Quebrou o salto bonito. Ou terá caído da vassoura? Já vai tarde. Aliás, nem deveria ter vindo. Apague a luz e feche a porta ao sair.

    Raimundo Calcada

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  2. g2-73cf265ce82b9c31f1c4f12a3bf1dcb0

    ““Projeto de Balcão” que o governo atual não apoiaria projetos de grupinhos de artistas isolados e de cartas marcadas, que enquanto ela estivesse na secretaria todos os projetos teriam que ser transparentes e contemplasse a todos. Adiantou ainda que não iria aprovar nem um projeto na lei de incentivo estadual enquanto as empresas não parassem de insistir em querer escolher erroneamente os projetos e os artistas para patrocinarem, que seria ela que tinha que indicar os bons projetos, não iria sentar com nenhuma empresa e nem um empresário que não quisesse adequar-se nestas normas de transparência.” de fato, Ester, você não é do ramo, não. Isso chega a ser insano.

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  3. g2-73cf265ce82b9c31f1c4f12a3bf1dcb0

    Maravilhoso texto, Valber. Parabéns, Chiquinho. Se isso acontece com você, iamgine com os artistas e grupos populares. Não creio que esse projeto seja a cosia masi aguardada pelso artistas da terra, uma vez que contempla poucas pessoas, mas é um excelente projeto que deve e precisa ser apoiado. Veio de um grupo de pessoas que querem realziar algo em prol do Maranhão. E como esse há centenas. Cada uma esperando uma força;. E sabemos que apoio privado aqui no Mará é como água no deserto. E agora que a SECMA se esconde atrás dessa tal lei de incentivo.. nada mais faz. E qual o projeto público que contempla todos? Nenhum. Ester, já foi tarde mesmo. Quem te viu, quem te vê.

    Raimuindo Calcada

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  4. RAIMUNDO CALCADA

    Enquanto isso, a farra continua solta na SECMA. Já vão fazer três meses e o São João 2015 não foi pago. Apenas os bois chamados “grandes”, que não chegam a 10. E mais 3 tambores de crioula.
    Isso num universo de dezenas de grupos, que anda não viram a cor do dinheiro, apesar de terem se apresentado. O curioso é que foi registrado um número de 80 danças portuguesas para receber. Onde elas dançaram, não sabemos.
    Só o Boi de Morros receberá do Estado 40 mil reais. Haja dançada. Fora as extras!
    E o Boi do tal Paulo de Aruanda, que era assessor da Estérica, ex-secretária maluquete, vai receber mais de 40 mil. Ele fazia as programações e tascava o grupo dele. Ganhou tanto dinheiro que abriu um terreiro novo.
    O tal grupo dançou diversas vezes no Palácio e em eventos do Estado. Tinha apresentação em que iam somente com 10 pessoas. A que pontos chegamos…

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