Superlotação carcerária alcançou proporções ‘epidêmicas’ em muitos países, diz ONU


Congresso de Prevenção ao Crime, em Doha, discute a questão dos presídios; número de presos chega a ser quatro vezes maior que a capacidade em alguns lugares.

Em 2014, a ONU condenou a superlotação das cadeiras brasileiras. Foto: EBC

Em 2014, a ONU condenou a superlotação das cadeiras brasileiras. Foto: EBC

Com uma população carcerária de mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo, a superlotação de presídios alcançou proporções epidêmicas em muitos países, declarou Piera Barzano, assessora regional da sessão de justiça do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), durante o 13. Congresso sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, em Doha, Catar.

“A superlotação das prisões também pode ser considerada um sintoma do mal funcionamento do sistema judiciário, e os problemas dessa superlotação têm que ser tratados pelo administração do presídio, embora as soluções raramente estejam ao seu alcance”, disse Barzano, em um evento paralelo no Congresso.

No ano passado, 77 países registraram um número de presos 120% maior que a capacidade dos presídios, o que é considerado uma superlotação grave. Em alguns locais, este número chega a 400%. O Brasil possui uma das maiores populações carcerárias do mundo, com mais de  meio milhão de detentos, apenas entre os que estão em regime fechado.

“Ser espremido em alojamentos apertados em condições de higiene deploráveis e sem privacidade torna a experiência de ser privado de liberdade, estressante em circunstâncias normais, exponencialmente pior. Corrói a dignidade humana”, disse Miroslawa Czerna, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Acompanhe o Congresso de Prevenção ao Crime e Justiça Criminal em http://nacoesunidas.org/crime2015 

via ONU

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